O 41.º Festival de Cinema Ibero-Latino-Americano de Trieste, no nordeste de Itália, anunciou os seus premiados. Na competição oficial, o prémio de melhor filme foi para «Perros», primeira longa-metragem do uruguaio Gerardo Minutti, coproduzida com a Argentina. O júri elogiou a maturidade desta comédia negra e o seu olhar crítico sobre as desigualdades sociais. Com Néstor Guzzini e Marcelo Subiotto, o filme acompanha uma família que cuida da casa e do cão de vizinhos mais abastados; quando o animal desaparece, as duas famílias entram em conflito.

O prémio especial do júri distinguiu «Ángeles», de Paula Markovitch (México, Argentina, Espanha), retrato da desigualdade e da solidariedade. O prémio de argumento foi para o brasileiro «Ela foi ali guardar o coração na geladeira», de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão; o de interpretação para Rocío Guzmán, por «Se busca», de Kenya Márquez; e o de banda sonora para José Ojeda, por «De tal palo», de Iván Dariel Ortiz.

Na secção Contemporánea, o argentino «La noche está marchándose ya», de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas, reflexão sobre o cinema e a entreajuda, foi eleito melhor filme. «Emi», de Ezequiel Erriquez Mena, sobre filhos de desaparecidos apropriados durante a última ditadura argentina, recebeu o prémio especial, e «Quase deserto», de José Eduardo Belmonte, sobre imigrantes latino-americanos em Detroit, o prémio de produção. A vertente Malvinas premiou «Jasmin», de Gisela Gorbalán, e a secção Mundo Latino o peruano «1982», de JC García.

Esta edição deu destaque à memória histórica, à identidade e aos laços humanos.